PORQUÊ

PORQUÊ?

2022set11 ADburaca Águas Vivas
Porquê as guerras, os genocídios, a fome, as pandemias, as violências domésticas, o terrorismo, as doenças, o sofrimento, a maldade, o ódio, a crueldade, a violência, a escravatura, o racismo, …

Porquê o amor, a justiça, a verdade, a solidariedade, a compaixão, a empatia, o afeto, o carinho, …

Se para alguns Deus não existe por causa da maldade, como explicamos o bem? Se o mal nos tem impressionado na invasão da Ucrânia, a generosidade e a solidariedade não me tem impressionado menos! Não há mal no ser humano que a expiação não alcance, nem bem que dispense a expiação. A morte e ressurreição não apenas envolvem perdão, mas recriação, uma nova criação, nascer de novo do Espírito para uma nova vida em Cristo! Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e só a restauração dessa imagem e semelhança em Jesus, nos pode reconduzir ao desígnio e propósito de Deus – o verdadeiro sentido do nosso ser e da nossa vida!

Abarcando os dois lados, os dois grupos de porquês, PORQUÊ A CRUZ DE JESUS dum sofrimento inenarrável porque físico, emocional e espiritual, em que o justo carrega o pecado de toda a humanidade, e deste modo cria uma nova humanidade de todos os que em arrependimento e conversão, aceitam a Sua graça, o Seu amor incondicional, a Sua justiça e o Seu perdão. Uma nova humanidade em Jesus é possível. Uma humanidade que ama como Deus é amor, que perdoa como Deus perdoa, abençoa como Deus abençoa, supre necessidades como Deus provê, cuida do seu irmão ou do seu inimigo como Deus cuida dos Seus filhos e dos Seus inimigos.

Cala-me fundo a síntese da revelação bíblica que John Stott nos apresenta: nem sempre foi assim, não será assim para sempre, vivemos entre o já e o ainda não. A cosmovisão que adotamos, a narrativa em que nos inserimos, muda o modo como vemos, sentimos, agimos e esperamos. De todas as cosmovisões que conheço a única que faz para mim pleno sentido, embora não conheça todos os PORQUÊS, é a que a Bíblia nos apresenta e Jesus encerra como Deus que veio ao nosso encontro como dádiva do amor divino.

Cada um analise e faça a sua escolha. Quem conhecem como JESUS? Ele a resposta para cada um dos PORQUÊS, embora não compreendamos os que são do domínio do coração, conhecemos em parte os que são da imensidão do espírito e também em parte porque não cabem na sua esfera, os que pertencem à razão.

Perscrutemos as alternativas. Risquemos do mapa da existência de todas as coisas o Deus pessoal e trino que se revela em Jesus na nossa dimensão. O que temos em resultado disso: vivamos e morramos que amanhã morreremos, cada um que se amanhe como puder, cada um invente a sua verdade como se a sua ficção pudesse mudar a realidade, opte por uma evolução biológica e social em que é cada um por si no estímulo do gene egoísta, se escude por detrás das suas bombas atómicas e das sua ameaças, fique à mercê das mentiras que lhe empurram goela abaixo, retirando-lhe todo o direito ao pensamento crítico. Fiquemos com deuses fabricados pelo homem de pau, pedra, metal ou meras ideias; falhos como os seus criadores. Para mim não servem. O atrevimento de pensar num Deus a quem se subtrai arbitrariamente a empatia connosco, ou seja, um Deus distante, de costas voltadas para o homem, um deus que nos impõe a evolução às nossas custas. Também não presta! A ideia de um politeísmo que impõe a cada pessoa um karma do qual depende as formas de reencarnação não se sabe até onde, ou até quando, também convence e pelas consequências geradas de indiferença e apatia para não prejudicar o tal destino ou fado, ou castas de quem é tratado como zé ninguém. Olhem que não! Finalmente agarremos um deus que se confunde com a natureza, com tudo o que existe em que todos somos deus e deus é tudo; em que nós somos no pico da evolução os assassinos da nossa própria mãe – a natureza, um deus que se resume a uma equação matemática, física ou química; Deus não é um cristal, um calhau!… Em que o homem é o bicho destruidor do seu lar e da natureza que o deu à luz! Yuval Noah Harari, autor entre outras obras de Homo Sapiens, Homo Deus e 21 Lições para o Século XXI, considera que o homem surgiu com a invenção dos deuses e acabará ao tornar-se deus. A cada um a sua filosofia, e para cada cosmovisão a sua origem, o seu percurso e o seu fim!

Qual a cosmovisão bíblica: no principio, em todo o processo histórico e no fim-início de uma nova era DEUS (Pai, Filho e Espírito Santo), que criou o homem à Sua imagem e semelhança para a Sua glória – IMAGO DEI, livre e não uma marionete ou robô; a árvore da ciência do bem e do mal que contrariando o aviso de morte arrastou o homem para a situação que conhecemos muito bem e envolve muitos dos PORQUÊS que se formulam; o plano de resgate e salvação através do Deus-Filho feito Homem (revelação de Deus que nos criou e do Homem que fomos criados para ser); uma nova criação de novas criaturas nascidas de Deus para serem filhos e terem em Deus como Pai; uma dinâmica de transição em que o reino de Deus é implantado pela nova vida em e por Jesus; e, finalmente, uma nova era em novos céus e terra.

 

Acabe-se com a balela de que todas as divindades são iguais, todas elas cabem na salada de frutas do pluralismo religioso e no relativismo moral. JESUS mostrou que não é assim. Ele é tão distinto que os que negam Deus e preferem por ignorância ou por decisão de um coração cauterizado os ídolos, consideram que ele é um mito, uma fábula, um conto de fadas, uma miragem, um ideal; e até quem tenta reduzi-lo a um mestre de ética e moral como se tal fosse possível quando reivindicou para si mesmo a identidade do EU SOU O QUE SOU.

Em última análise permitam-me a petulância, “exijo” um Deus a sério que briga com o pecado, a maldade, e que é o garante em toda a Sua essência do amor, da justiça, da verdade, da graça, da misericórdia, da generosidade, que assumiu a propiciação em Si próprio aplacando a Sua ira, e que julgará o mundo pelo varão que designou com toda a propriedade em Jesus. Um Deus que exige que vivamos na excelência da Sua natureza em amor, santidade, justiça e verdade. Um Deus que julgou sobre Si o pecado na morte de cruz, e que julgará o mundo. Um Deus de verdade que vai colocar um ponto final em tudo isso e não nos dá margem para escapes, mas coloca nas nossas mãos a sua graça e bondade, para fazermos o bem sem importar a quem.

É verdade que a História está cheia de violência, de guerra, milhões de mortos em nome de um poder luciferino, diabólico, monstruoso. Isso significa alguma coisa diante dos sinais que Jesus apontou para a Sua segunda vinda. Atrevo-me a argumentar. Nunca como hoje temos um arsenal tão grande de armas de destruição total como são as armas nucleares, biológicas e químicas. Só agora estamos de posse de dados mais do que suficientes para a destruição do meio ambiente, dos ecossistemas, nunca antes tivemos essa consciência e sentimos essa realidade. Os sinais respeitantes à vinda de Jesus estão aí, claros como a água, e que entram pelos olhos dentro ao ponto dos mídia e os cientistas falarem do assunto usando terminologia bíblica. Já vimos isso em demasiados momentos da história, menos na proliferação do nuclear, armas químicas e biológicas e na destruição da natureza de um modo irreparável segundo alguns cientistas. Não entendo como é que seguidores do Jesus que prometeu voltar ignoram ou relativizam esta realidade falando dos milhões que morreram noutros momentos da história. Assim como antes da fundação do mundo Deus já determinara a redenção mediante Jesus, também na eternidade Deus estabeleceu que na história Jesus voltaria em glória para estabelecer novos céus e nova terra.

Arquemos com a nossa culpa, minha máxima culpa; e tomemos a esperança que JESUS nos dá com a Sua ressurreição. “Quando o jornal London Times solicitou a diversos escritores que mandassem ensaios sobre o assunto ‘O que há de errado com o mundo?’, Chesterton respondeu mandando a carta mais curta e directa de todas: Prezados Senhores – Eu. Atenciosamente, G. K. Chesterton” (Alma Sobrevivente; Philip Yancey, Mundo Cristão, pp. 61)

O passa culpas seja em relação a Deus ou em relação ao passado até Adão e Eva não resolve. Nós continuamos a ter a nossa parte neste processo. Podemos dizer que nunca faríamos o que eles fizeram, mas a verdade é que todos os dias o fazemos. Coloquemos as nossas mãos na massa pela ajuda ao próximo, cuidar dos sem abrigo, dos migrantes, … Seguir a Jesus é fazer a diferença!

Todos temos as mãos “manchadas de sangue” de forma ativa ou passiva. Todos pecamos, perante a lei divina todos somos culpados, não há um justo nem um sequer. Pode ser que perante a lei dos homens nos possamos considerar bons cidadãos. A questão humana na sua essência não é ética ou moral, nem sistémica ou dos poderes do mal. A ética e a moral, os sistemas político-económicos e religiosos, e os poderes do mal são reais, mas a questão é espiritual. Quando pensamos na natureza santa de Deus e no Homem que Ele criou à Sua imagem e semelhança todos estamos em falta. Só um podia e pode resolver a situação espiritual. JESUS VEIO e satisfez as exigências de Deus. Nada temos que temer quando aceitamos pela graça e por meio da fé a Sua salvação, que custou a Sua morte.

JESUS é esperança inabalável quaisquer que sejam as circunstâncias. Ele prometeu uma nova era de santidade, liberdade, paz e amor. Uma era à Sua medida absoluta de amor! Quando amamos do Seu jeito sabemos perfeitamente o que temos de fazer, a partir do que Ele é e nós somos Nele!

Alguns pensam e até dizem que têm muitas questões para colocar a Deus na eternidade, mas quando chegarem lá acredito que todas elas se terão evaporado, porque a resposta está diante deles. No meu entender todos os PORQUÊS respondem-se em JESUS e em nós através deles cuidando dos que sofrem, amando – Nele também somos a resposta que se multiplica em cada um que ouve o evangelho e nasce de novo.

 

Samuel R. Pinheiro

https://samuelpinheiro3.wixsite.com/omelhordetudo

 

A “HISTÓRIA” DE DEUS e O DEUS DA HISTÓRIA NA HISTÓRIA DO HOMEM

A “HISTÓRIA” DE DEUS e O DEUS DA HISTÓRIA

NA HISTÓRIA DO HOMEM

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            É nossa convicção que o homem por si nunca poderá alcançar Deus e conhecê-lO através da sua mente, pela sua intuição, pelo seu pensamento e imaginação, pela sua filosofia ou pela sua ciência. Tudo o que o homem por si próprio possa dizer acerca de Deus não é digno de confiança. O homem não tem como saber acerca de Deus se este não se revelar a Si mesmo.

Foi isto que Deus fez através das coisas criadas, através da Palavra inspirada, pelo Seu Filho unigénito entre nós, e pelo Espírito Santo que se move na história dos homens e habita em todos os que confessam a Jesus Cristo como Salvador e Senhor.

Pela história de todas as religiões o máximo que nós podemos ter é o anseio do ser humano em todos os tempos e em todas as latitudes e longitudes, em todas as culturas, pelo transcendente, pelo divino, pelo sobrenatural, pela espiritualidade. Ao mesmo tempo temos aí muita da rebeldia do homem em não querer aceitar as evidências da existência do Deus pessoal substituindo-o pelas coisas criadas, pelas forças e energias cósmicas, pela natureza, pelos objectos, pelos ídolos fabricados pela imaginação e engenho humano, pelas ideais e conceitos religiosos e filosóficos, enfim tantas vezes até pelo próprio homem mesmo quando nega Deus (ateísmo) ou dúvida de que seja possível saber alguma coisa acerca Dele (agnosticismo).

Consideramos que apesar de podermos encontrar em todas as culturas sinais que possivelmente Deus permitiu ao homem discernir ou que o próprio Deus aí inseminou, quem é que poderia ou poderá distinguir e articular o que são os factores divinos, os lampejos da verdade e o que é ilusão e falsidade resultado das limitações e insuficiências humanas?

Como já dissemos anteriormente estamos convictos de que Deus falou e continua a falar-nos através das coisas criadas, da Bíblia Sagrada, de Jesus Cristo e do Espírito Santo. Essa revelação é suficiente embora não seja absoluta. Não sabemos tudo acerca de Deus, mas sabemos o suficiente.

Especialmente em Jesus Cristo nós temos Deus entre nós na dimensão que nós podemos captar, entender, tocar, contemplar, conhecer, acompanhar, seguir. Diante de Jesus Cristo não temos qualquer dúvida acerca da existência de Deus.

Convém abrir aqui um parêntesis para confessarmos que se a ciência não pode provar nem negar que Deus existe porque Ele não se confunde nem está confinado, aprisionado, limitado, contido pela matéria e pela natureza, não é de admirar que racionalistas, intimistas, materialistas e naturalistas não o divisem. Deus não se prova, não se demonstra, não se explica. Deus é Deus – pessoal, triuno, Criador, Sustentador, Redentor, Restaurador e Consumador. Para nós Ele é auto-evidente. Por isso nem a Bíblia nem Jesus Cristo gastam tempo a provar o que está aí diante do nosso nariz e dos nossos olhos. Para quem é crente Deus é visível em tudo o que existe como obra das Suas mãos, a nossa existência não faz sentido sem a Sua existência.

Ele não existe porque nós existimos, mas nós existindo sabemos que Ele existe (de outra forma não o saberíamos). Da mesma forma que não precisamos que ninguém nos prove que existimos, também não necessitamos de nenhuma prova de que Ele existe e, no entanto, existindo temos todas as provas.

Esperamos pelo momento em que aqueles que O negam ou duvidam, estejam finalmente diante Dele para então sabermos o que Lhe dirão face a face, ou o que Dele ouvirão se é que será necessário dizer o que quer que seja. Ou seja será que diante Dele, não tendo como não aceitar a Sua existência ou duvidar dela, continuarão a não crer porque crer é muito mais do que admitir a existência, é confiar, é depender, é abandonar-se, é aceitar, é confessar, é adorar, é louvar, é gratidão… crer! Eu creio!!! O resto é pecado – errar o alvo da vida, querer ser deus sem Deus e contra Deus, acima de Deus – loucura.

Alguns perguntarão pelos que tendo apenas a criação e não tendo conhecimento da Bíblia como Palavra de Deus e de Jesus Cristo como Deus entre nós. Não temos qualquer dúvida que Deus sabe como lidar com cada um desses casos em conformidade absoluta com a sua natureza santa, amorosa, graciosa e justa. Não nos preocupa tanto os que não sabem mas o que sabendo rejeitam esse conhecimento, evitam com mil e uma desculpas e justificações a sua incredulidade. Cabe-nos como crentes a suprema tarefa de vivermos de tal forma que através de nós o conhecimento de Deus, do Seu amor, da Sua graça, da Sua santidade, da Sua perfeição, da Sua justiça chegue ao maior número possível de pessoas através de todos os meios porque só em Deus o homem verdadeira se encontra e é verdadeiramente humano.

Na Bíblia temos a “História” de Deus na história dos homens, temos o Deus da História na Sua soberania e na liberdade do ser humano. Nela não se confunde a palavra do homem com a Palavra de Deus, toda ela é Palavra de Deus porque toda ela foi escrita pela inspiração do Espírito Santo, pelo querer de Deus, ela mesmo distingue o que é palavra de homens, de loucos, até de demónios e as declarações do Altíssimo. Por isso a Bíblia não contém a Palavra de Deus misturada com as palavras humanas, mas é a Palavra de Deus. A palavra divina usando as palavras dos homens para que saibamos o quanto Ele nos ama e que só Nele encontramos o sentido, o desígnio, o propósito, a essência, a verdade.

A nossa história só ganha sentido e plenitude na História de Deus. Fomos criados por Ele e para Ele, só nos encontramos n’Ele. Ele é o Deus da História e da nossa história individual.

 

Samuel R.Pinheiro

www.samuelpinheiro.com

SÍNTESE

SÍNTESE

 2021 - foto Catarina Sousa - peq

Revelação natural (Salmo 19), escrita (2 Timóteo 3.16), e pessoal (João 1:1-18; Hebreus 1:1,2; 1 João 1:1-4) de um Deus pessoal, distinto da natureza, omnipotente, omnisciente, omnipresente, santo, soberano, amoroso, justo, misericordioso, gracioso (Génesis 1:1). Não dependemos da nossa opinião, do nosso ponto de vista, do nosso relativismo, da nossa imaginação, dos nossos critérios, dos nossos achismos no que diz respeito à essência da nossa existência, da nossa conduta, das nossas origens e da nossa finalidade. Deus não é um ser sozinho. Deus é um ser trino. A “família” divina aponta-nos para um relacionamento de amor absoluto e eterno. A paternidade divina com um amor que excede em muito o amor de mãe é muito significativa à luz da experiência humana, mas muito mais como orientadora dessa mesma vivência (Isaías 49:15,16). Em Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, podemos chamá-Lo de “Abba Pai” – paizinho (Gálatas 4:6). Deus é um Deus relacional. Ser pessoa só é verdadeiramente possível diante da pessoalidade divina. Não é da matéria ou da energia que retiramos essa compreensão.

 

Sentido, razão de ser, propósito e desígnio para a vida. Não somos resultado do acidente, do acaso, do nada e do absurdo. A vida é um mistério com sentido quando vivida a partir de Deus (Efésios 1). Só em Deus temos sentido e propósito. Não somos nós que podemos inventar o nosso desígnio. Não fomos nós que nos criámos e fizemos, e em última instância não somos sequer nós mesmos que nos sustentamos. Existimos e continuamos a existir em Deus (Actos 17.28). Como geração de Deus não O podemos confundir com a matéria ou a energia em bruto ou manipulados pela arte e imaginação do homem, em forma de ídolo (Actos 17.29).

 

Dignidade, identidade, auto-estima como criação à imagem e semelhança de Deus (Génesis 1:27). Nós prestamos apesar das consequências históricas e globais causadas pelo uso errado do livre-arbítrio (Génesis 2:9). Nós não somos o Criador e Sustentador nem de nós mesmos nem do planeta e do universo em que vivemos, não somos nós que podemos estabelecer ou alterar os princípios que a eles presidem e que se inserem na natureza do próprio Deus. Fomos criados para Ele e nada há melhor do que isso. Não podemos viver sem Ele e a vida só vale a pena mergulhados, dominados, absorvidos, encharcados do Seu amor e da Sua graça em santidade e justiça. Por e em Jesus sabemos isso perfeitamente. Deus não se impõe, apesar de não podermos existir sem Ele. Fomos criados podendo rejeitá-Lo, embora não possamos dar um passo sem ser pelo Seu sopro. (Actos 17:16-34)

 

Explicação da actual condição humana relativa à presença do mal, da maldade, da dor, do sofrimento, da doença, das catástrofes, da violência, da guerra, do egoísmo, da vingança e da morte, bem como do bem, da solidariedade, da bondade e da vida à luz da liberdade e da responsabilidade humana. O egocentrismo, o orgulho, a soberba, a arrogância e a pseudo-auto-suficiência do homem é a raiz do pecado, de onde brotam todos os pecados, toda a injustiça, toda a violência, todos os crimes, toda a imoralidade, toda a ofensa, toda a ruína, toda a destruição. Não é possível viver inconsequentemente contra a vontade e a natureza santa de Deus. O salário do pecado é a morte, separação de Deus e do Seu plano e propósito. Deus é o Criador e o sustentador, o Legislador e o Juiz, o Senhor e o Salvador, o Redentor e o Consumador. (Romanos 1:18-32)

 

O modelo perfeito de amor, graça, justiça, santidade em Jesus Cristo, Deus feito homem (100% Deus e 100% homem). Deus não é um ser distante, ausente, insensível, alheado da Sua criação. Deus fez-se à nossa imagem, sendo nós à Sua imagem, degradada pelo pecado. O que é um testemunho poderoso e elucidativo de quem Ele é e de quem nós somos, da Sua magnanimidade e do nosso valor n’Ele. Deus não desistiu de nós. Deus entrou na nossa história. Deus fez-se um de nós. Deus provou a nossa condição, menos no pecado. Deus assumiu sobre Si as consequências eternas do nosso pecado. Deus sabe que sofremos e provou o nosso sofrimento. O nosso Deus sabe por experiência própria o que são as consequências da nossa condição pecaminosa. (João 1:1-18; 1 João 1:1-4)

 

Um meio pessoal de acesso directo a Deus por Jesus Cristo, na certeza absoluta de perdão e reconciliação, em que o homem pode ser feito nova criação, filho de Deus pela graça e mediante a fé, que não depende em nada dos méritos ou virtudes humanas (Efésios 2.8-10; 1 Timóteo 2.5). Em Jesus Cristo Deus veio ao nosso encontro e através d’Ele nós vamos ao encontro de Deus. O Seu absoluto e incondicional amor bem como a Sua justiça ficaram bem explícitas na cruz em que Jesus morreu em nosso lugar. A Sua morte substitutiva, redentora, expiatória, vicária e justificadora é o ponto central da História e da eternidade. Toda a singularidade do Evangelho radica na revelação de que o próprio Deus, o Criador e Sustentador de todas as coisas, o Legislador e o Juiz supremo morreu no lugar do réu. Nada de maior pode ser inventado pelo homem. O mistério da cruz, guardado no coração divino desde antes da fundação do mundo, é a nossa salvação. Mas o Filho de Deus não ficou prisioneiro da morte, Ele venceu. Cristo ressuscitou. A vida eterna está ao nosso alcance. O maior de todos os pecados é rejeitar o perdão divino. A condenação eterna do homem não ficará a dever-se aos seus pecados, mas à recusa do perdão gracioso que Deus nos estende em Cristo. (João 3; João 14:1-15; 2 Coríntios 5:17-21)

 

Uma mensagem regeneradora, libertadora e portadora de saúde, que gera fé em Jesus Cristo, o autor e consumador dessa fé que é confiança, submissão e dependência incondicionais. Espírito, alma e corpo; mente, afectos, emoções e vontade abrangidos pela acção salvadora de Cristo. Deus é um Deus de milagres. Desde o milagre da vida ao milagre do novo nascimento, passando pelos milagres de conservação da criação, da cura do corpo e da mente, dos afectos e das emoções, da vontade e dos relacionamentos. (Marcos 16:14-18)

 

Declaração Universal de valores de santidade, amor, perdão e serviço inscritos milenarmente nos textos da Bíblia dos quais se destacam os Dez Mandamentos (Êxodo 20:1-17) e o Sermão da Montanha (Mateus 5-7). Tanto um como outro, bem como todo o relato bíblico, brotam do inexcedível amor de Deus (1º Coríntios 13).

 

Um ideal com valor eterno de construção do reino de Deus em que o amor é a lei e reúne todos os que aceitam Jesus Cristo como Salvador e Senhor e que é a Igreja.

 

Um compromisso de amor incondicional, sacrifício abnegado, renúncia, tolerância e verdade em amor na construção do Reino de Deus. (Mateus 10:34-39; Mateus 11:28-30)

 

A presença constante do Espírito Santo para uma vida de crescimento contínuo segundo o carácter de Cristo, habilitando-nos com todos os recursos necessários ao projecto do Reino. (1 Coríntios 12:1-11; Gálatas 5:16-26)

 

Esperança relativa ao futuro, de “novos céus e nova terra em que habitará a justiça eternamente” e que depende única e exclusivamente do Criador, Sustentador, Redentor e Consumador de todas as coisas. (2 Pedro 3:13; Apocalipse 21:1)

 

Samuel R. Pinheiro

BEM-AVENTURADOS OS QUE NÃO VIRAM MAS CRERAM

BEM-AVENTURADOS OS QUE NÃO VIRAM MAS CRERAM

Esta afirmação de Jesus surge no contexto da Sua ressurreição quando apareceu aos discípulos na ausência de Tomé. Ficou proverbial relativamente a este discípulo a 2022fev14 ADbenfica fotosCatarinaSousa - 3expressão “ver para crer”. Entretanto Jesus correspondeu à dúvida honesta e sincera do apóstolo Tomé. Entrou no espaço em que eles se encontravam, sem bater à porta, e sem necessidade que Lhe abrissem a porta. Apresentou ao discípulo incréu as evidências que Ele reivindicava e logo que o fez surge a confissão “Senhor meu e Deus meu”. Jesus mostrou-lhe as marcas da Sua morte que O identificavam como sendo Ele mesmo. E acrescentou: “Porque viste, creste? Bem-aventurados os que não viram mas creram” que nos serve de título.

Em primeiro lugar Jesus não nega as evidências necessárias a quem honestamente apresenta as suas dúvidas e hoje essa circunstância serve-nos de base para esclarecer interrogações que são legítimas. Sabemos que Jesus ressuscitou e o registo que nos foi deixado é suficientemente esclarecedor. É interessante verificar que na primeira visita que Jesus realizou aos Seus amigos mais chegados no primeiro dia da semana, estando as portas da casa trancadas com medo dos judeus “mostrou-lhes as mãos e o lado”, depois da saudação: “Paz, seja convosco”. A exigência de Tomé vem em linha com o que Jesus já tinha feito espontaneamente! A diferença é que Tomé não apenas queria ver, mas queria tocar: “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o meu dedo, e não puser a minha mão no seu lado, de modo algum acreditarei.” (João 20:25, ARA)

Em segundo lugar há o livre-trânsito de Jesus junto dos discípulos. Comparece porque está antecipando o momento em que será assumpto ao céu e conforme a Sua promessa estará na presença de dois ou três que se reúnam no Seu nome (Mateus 18:20). A dimensão relacional a que somos chamados por Ele. Entra sem necessitar de bater à porta e de que a porta Lhe seja aberta. Dois aspetos singulares de que na vivência dos Seus seguidores Jesus não precisa de pedir licença para entrar como acontece com os nossos amigos mais íntimos. Ele entra. Não existem datas especiais, não é apenas ao domingo ou dias feriados. Não existem dias santos no calendário religioso, não são precisas liturgias ou cerimoniais para que Ele se manifeste, não é necessário um lugar ornado de peças de valor incalculável, basta o nosso aposento. Não existem obstáculos que possam impedir a Sua presença. Na cela de uma prisão, na cama de um hospital, no cadafalso das perseguições movidas pelos poderes das trevas do obscurantismo, nas profundezas do mar ou dentro de uma nave espacial – Ele está presente na vida de todos os que O receberam. Não há muros que Lhe possam barrar a presença e a ação. Ei-Lo junto dos discípulos que se vão habituando a essas passagens inesperadas e esse trânsito do transcendente e do imanente, entre o espiritual e o físico.

Em terceiro lugar temos a presença de Tomé o ausente, agora presente. Jesus não depende de presenças e de ausências. Ele aparece pura e simplesmente. O discípulo já não precisa das marcas, mas ainda assim elas são apresentadas. A fisionomia de Jesus era suficiente ou a fé que desponta pelo aparecimento inusitado cresceu. Mas Tomé vai mais longe e faz uma declaração central no Evangelho sobre a identidade de Jesus: “Senhor meu e Deus meu”.

Em quarto lugar Jesus aproveita a ocasião para fazer a ponte em relação ao futuro próximo: “Bem-aventurados os que não viram mas creram”. Hoje como ontem nós fazemos parte dessa multidão incontável de crentes que não viram mas creem. Não cremos no vazio, não cremos por crer, não cremos de forma ignorante ou crédula. Cremos porque os factos foram registados, cremos porque ao crer a manifestação divina aconteceu em nós, cremos porque não podemos deixar de crer. Mas, no caso dos Apóstolos, o que eles viram com os seus próprios olhos levou-os a estarem dispostos a morrer na expectativa das moradas que Jesus prometeu iria preparar. Não podiam negar o que era evidente. As suas vidas foram transformadas e tocadas pelo poder do Altíssimo. Eles sabiam de facto que Jesus ressuscitou e isso muda tudo! Foi assim que um meu aluno confessou quando coloquei o cenário da ressurreição face ao hipotético vazio da vida, ao sem sentido e ao absurdo que a obra de Virgílio Ferreira Aparição elabora. ISSO MUDA TUDO!

Hoje Jesus está à porta da vida de cada um que ainda não O recebeu ou dos que já O receberam, mas entretanto O “despejaram”: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo.” (Apocalipse 3:20).

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Samuel R. Pinheiro
Diretor de Publicações

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A LOUCURA DE DEUS

“Eu sei bem como parece loucura, para os que estão perdidos, dizer que Jesus morreu 2020junho28 ADbenfica - 2peqna cruz para os salvar.” (1 Coríntios 1:18 – O Livro). Palavras do primeiro século, no berço da Igreja cristã, face à cultura grega. A própria necessidade de salvação é ofensiva para uma mentalidade humanista em que o homem ocupa o centro de todas as coisas. Hoje em dia carrega consigo a filosofia evolucionista, ou seja tudo o que existe é resultados das forças cegas da natureza, em que tudo surgiu do nada, a vida da não vida, o orgânico do inorgânico, a inteligência da não inteligência, do mesmo modo a linguagem, a consciência, a ética e a moral. Habilitado de um cérebro que continua a ser para todos nós um mistério, com um esforço titânico para se descobrir, conclui que a inteligência apenas nos tem a dizer que tudo é sem sentido. Na realidade se o homem é resultado das energias aleatórias da matéria a ideia de salvação é patética. Levando até às últimas consequências o raciocínio ficam justificados o holocausto, os gulags, os genocídios, os infanticídios; o que vale é o interesse particular dos mais fortes. A situação ainda fica mais disparatada para o homem natural quando essa salvação é resultado da morte de Jesus.

“Contudo, para nós que estamos salvos, isso é a expressão do poder de Deus”. (18 – O Livro). A diferença do raciocínio do homem e a sabedoria de Deus, tem o tamanho do pecado humano. Tudo muda de figura quando Deus entra em cena. Em vez de uma evolução temos a queda em que o homem ficou desfigurado, corrompido, por causa da sua desobediência. Mas Deus veio em nosso socorro. Não foram os pregos que prenderam Jesus à cruz, mas o Seu amor pela humanidade. O poder desse amor nos liberta para uma nova vida segundo Deus.

“O que dizer então desses sábios, desses especialistas na Lei, desses comentadores das grandes questões mundiais? Deus tornou a sua sabedoria em loucura. Porque Deus, na sua sabedoria, determinou que o homem não o encontraria por meio da sua inteligência, mas que haveria de salvar todos os que cressem nele mediante a loucura da pregação.” (20,21 – O Livro). É preciso ser muito inteligente para entender as teorias humanas, as filosofias, a ciência e a tecnologia. Se Deus tivesse determinado que assim fosse no plano da salvação, só os que nascem com um coeficiente de inteligência superior, é que entenderiam o plano da salvação. Teríamos que ser Deus para captar toda a sabedoria, toda inteligência, todo o conhecimento divino. Somos criação inteligente e o que nos é requerido é que humildemente, no reconhecimento das nossas limitações, acolhamos o Seu plano de salvação. O problema não está do lado de Deus, mas do nosso. Estamos espiritualmente falidos diante do Criador. Toda a inteligência do homem pode levá-lo à Lua, mas não chega para levá-lo a Deus. Até uma criança entende isso quando segura a mão do pai, ou quando pede à mãe para fazer o que ela não consegue. Foi isso que Deus fez. Na Sua passagem por esta terra Jesus exclamou: “Naquele momento, Jesus, cheio da alegria do Espírito Santo, disse: ‘Pai, Senhor do céu e da Terra, graças te dou por teres escondido estas coisas aos instruídos e aos sábios e as revelares às criancinhas. Sim, obrigado, Pai, pois foi assim que quiseste!’” (Lucas 10:21 – O Livro). Não se trata de um elogio à ignorância e estultícia, mas precisamente o contrário. É a exaltação da sabedoria divina que só se alcança com um coração humilde e singelo. A este propósito Jesus nos apela: “Aprendam de mim, porque sou brando e humilde, e acharão descanso para as vossas almas.” (Mateus 11:29 – O Livro). E o apóstolo Paulo por seu turno quando dirige uma carta aos Romanos exclama em adoração: “Como é imensa a riqueza de Deus e a sua sabedoria e ciência! Quem poderá explicar os seus planos e compreender os seus caminhos! Bem diz a Escritura: Quem é que conheceu os pensamentos do Senhor? Ou quem lhe serviu de conselheiro? Quem antes deu algo a Deus para que isso lhe seja retribuído? É que tudo veio de Deus e tudo existe por ele e para ele. A Deus seja dado louvor para todo o sempre. Ámen.” (11:33-36 – BPT). Sejamos sábios na sabedoria de Deus.

“Os judeus pedem sinais milagrosos e os gentios procuram sabedoria. Mas, quanto a nós, pregamos que Cristo foi crucificado, os judeus escandalizam-se e os gentios dizem que é loucura.” (22, 23 – O Livro). O escândalo e a loucura de religiosos e filósofos, são estultos, porque a o problema espiritual é nosso, e só Deus tem o poder de o resolver segundo a Sua natureza de amor e justiça. O amor de Jesus sem medida, satisfez a justiça divina, e reconciliou com Deus todos os que tomam estas coordenadas como base da sua vida. Em Jesus somos salvos! Bendita loucura e escândalo!

Samuel R. Pinheiro

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OS SOFRIMENTOS DO TEMPO PRESENTE

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Ainda bem que dói! Pode parecer estranho… mas não é masoquismo nem sadismo. Quando dói significa que algo não está bem e é preciso atender aos sinais para tratar do que está a provocar dor, e ainda bem. Quem não sente dor o organismo não reage e o problema vai-se agravando até ao ponto de ser tarde demais. O médico Paul Brand que escreveu com Philip Yancey, e que era especializado no tratamento da lepra, aspirava por devolver aos seus pacientes o dom da dor. Podemos dizer que nas emoções quando dói, por exemplo quando um ente parte, doer significa que há um relacionamento de intimidade, memórias e sentimentos que foram tão significativos que chegam ao ponto de parecer que não se consegue viver sem essa pessoa. Ainda bem que dói! Em termos espirituais também é possível sentir dores relacionadas ao sentido, desígnio de propósito da vida, e à ausência de Deus, porque só Ele nos preenche e só Jesus Cristo nos reconcilia em todas essas dimensões. Ainda bem que dói!

 

A questão do pecado é muito grave, acima de tudo porque ao provocar a morte espiritual, torna o homem insensível à sua situação no que é mais significativo e essencial. Precisamos do Espírito Santo para nos apercebermos da nossa situação espiritual. É isso que Jesus diz quando promete o Consolador: “Agora, volto para aquele que me enviou, mas nenhum de vocês me pergunta para onde vou. Em vez disso, sentem apenas tristeza. Na verdade, é melhor que eu vá, porque se eu não for não virá o Consolador. Se eu for, ele virá, pois vou enviá-lo. E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, de que têm de contar com a justiça de Deus e de que haverá um juízo. O pecado do mundo é não crer em mim. Haverá justiça porque eu vou para o Pai e vocês não me verão mais. O juízo virá porque o chefe deste mundo já foi julgado.” (João 16:5-11 – O Livro). É por isso que todos os que são vivificados são mais sensíveis à condição espiritual da humanidade.  Ainda bem que dói!

 

A redenção, o sermos filhos de Deus em Jesus Cristo, a presença do Espírito Santo em nós, o abraço do Pai, são fatores determinantes para tratar das nossas dores, quaisquer que elas sejam. Mas a esperança que o evangelho nos incute é marcante. É do texto bíblico, na escrita do apóstolo Paulo, que retiramos o nosso título: Com efeito, considero que aquilo que somos chamados a sofrer agora nada é comparado com a glória que ele nos dará mais tarde.” (Romanos 8:18 – O Livro). O que foi no Jardim do Éden, não é o que vivemos atualmente. O que vivemos em Jesus Cristo é uma antecipação das moradas eternas, é apenas um cheirinho, um perfume – é muito bom. Mas a plenitude virá no futuro que nos está reservado ao confiarmos e obedecermos ao Deus trino – Pai, Filho e Espírito Santo.

 

“As aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” (JFA). Só é possível compreender os espirituais negros nesta gloriosa esperança. Cantar como Paulo e Silas na prisão (Atos 16:25). Como Paulo que chegou a desesperar da própria vida, mas o consolo com que foi consolado por Deus, era a razão de ser do consolo que ministrava aos coríntios (2 Coríntios 1:8-11). Os heróis da fé dos quais o mundo não era digno: “Houve mulheres que receberam os seus entes queridos ressuscitados. Outros foram torturados, preferindo morrer a ficarem livres, porque esperavam, pela ressurreição, alcançar uma vida melhor. Outros foram ridicularizados, açoitados, acorrentados em prisões. Alguns morreram apedrejados, serrados ao meio; outros foram tentados a renegar a sua fé, acabando por ser mortos à espada. Houve os que andaram vagueando pelos desertos e pelas montanhas, vestidos de peles de ovelha e de cabra, escondendo-se em covas e em cavernas, sem amparo, perseguidos e maltratados. O mundo não era digno deles.” (Hebreus 11:35-38 – O Livro). Falemos dos mártires como Estêvão (Atos 7), os apóstolos, e os milhares que foram mortos e os que ainda hoje enfrentam a morte única e exclusivamente por confessarem Jesus como Senhor e Salvador. Esta esperança ainda hoje está disponível para cada um de nós no plano eterno de Deus. O próprio Jesus Cristo, o Justo que nos justificou, morreu tendo em vista o resultado futuro do seu sacrífico: “E quando vir que tudo isso foi realizado através da angústia da sua alma, verá a luz e ficará satisfeito. Por causa de tudo por que passou, o meu Servo justo fará com que muitos sejam considerados justos perante Deus, visto que levará todos os seus pecados. Por isso, lhe darei as honras de quem é grande e poderoso, pois derramou a sua alma, indo até à morte. Ele foi contado entre os transgressores, carregou os pecados de muitos e intercedeu junto de Deus pelos pecadores.” (Isaías 53:11,12 – O Livro).

 

O tempo presente não encerra toda a nossa existência. Existe em Jesus Cristo à nossa disposição uma dimensão eterna de glória. Vivamos intensamente esta bendita esperança.

 

Samuel R. Pinheiro

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A NATUREZA GEME e NÓS GEMEMOS e O ESPÍRITO GEME

A NATUREZA GEME e NÓS GEMEMOS e O ESPÍRITO GEME
“Sinais de vida da Terra estão a piorar e cientistas voltam a fazer um aviso”, Jornal Público, 2021julho28, Teresa Sofia Serafim.

2018julho21 Casamento Ana

 

Samuel R. Pinheiro

É com o coração pesado que escrevo esta partilha. Não se escreve de ânimo leve sobre as catástrofes que estão a assolar o planeta, principalmente quando acreditamos que o Criador fez tudo bem feito, e avaliou a Sua obra com um “muito bom”. Foi assim que o homem começou tendo um jardim como residência, incumbido por Deus para o guardar, cuidar e manter como mordomo.
As notícias multiplicam-se cruzando extremos das avalanches por precipitações de monta que em pontos minutos arrastam tudo na sua passagem, e no mesmo continente ou noutros continentes incêndios devastadores que já experimentámos no nosso país.
A Bíblia apresenta-nos a queda provocada pela desobediência do ser humano ao Criador, como a causa que ao longo da História continua a repetir-se. Depois do primeiro casal ter sido expulso do jardim, a rapidez da corrupção, violência, crime, prepotências precipitaram-se e o estado de coisas tornou-se insuportável para o próprio Deus. O que o destruidor pretendia era pôr um ponto final no plano de salvação já anunciado pelo Senhor dos céus e da terra quando se dirigiu ao tentador: “O descendente da mulher te esmagará a cabeça, enquanto tu lhe ferirás o calcanhar.” (Génesis 3:15b – O Livro).
Deus avisara sem margem para dúvida. “O SENHOR Deus pôs o homem no jardim do Éden para que o guardasse, cultivasse e cuidasse dele. E deu-lhe o seguinte aviso: ‘Podes comer de toda a árvore que está no jardim, exceto da árvore da consciência; porque o seu fruto é o do conhecimento do bem e do mal. Se comeres desse fruto, ficas condenado a morrer.’” (Génesis 2:15-17 – O Livro). O homem no uso do dom da liberdade fez o que Deus lhe ordenou não fizesse e a morte veio imediatamente no sentido espiritual, ético e moral; e fisicamente no fim da sua passagem terreste. Hoje temos uma noção crítica muito precisa de que isso afetou tudo, não apenas a humanidade, mas a própria natureza.
O livro publicado recentemente da biografia de António Guterres, Secretário-geral da Organização das Nações Unidas, católico romano convicto e praticante, tem um título que mexeu comigo e que, no meu entender, está de acordo com o que a Bíblia nos mostra: “O Mundo Não Tem de Ser Assim”. Existem muitas razões que suportam biblicamente a afirmação:
- Deus é o Criador e Sustentador de tudo o que existe.
- O Antigo Testamento, dado antes da vinda de Jesus Cristo, contém várias orientações sobre o cuidado da natureza e da sociedade, de que destacamos o dia de descanso, o ano de descanso e o jubileu que ia muito mais longe de forma radical para o equilíbrio social da nação.
- Jesus Cristo agiu em amor, graça e poder curando enfermos, acalmando tempestades, alimentando multidões, trazendo à vida mortos e, acima de tudo, perdoando em linha com o que recentemente ouvi numa canção, mais ou menos assim, enterra o passado para o futuro possa desabrochar. No sentido do evangelho, de um homem novo e de uma sociedade nova, a Igreja. “Então eu, o rei, direi aos que estiverem à minha direita: ‘Venham, filhos felizes do meu Pai, para o reino que vos foi preparado desde o princípio do mundo. Porque tive fome e deram-me de comer; tive sede e deram-me água; era estranho e convidaram-me para vossas casas; andava nu e vestiram-me; estive doente e cuidaram de mim; estive na prisão e visitaram-me.’
Esses homens justos perguntarão: ‘Senhor, quando foi que alguma vez te vimos com fome e te demos de comer ou com sede e te demos de beber? Ou, sendo um estranho, te hospedámos ou, estando nu, te vestimos? Quando te vimos alguma vez doente ou na prisão e te visitámos?’ E eu, o rei, lhes direi: ‘É realmente como vos digo: quando fizeram isso a um destes meus mais insignificantes irmãos, a mim o fizeram!’” (Mateus 26:34-40 – O Livro).

- A contribuição das muitas igrejas espalhadas à face da terra vai precisamente nessa linha. Sociedades e culturas transformadas por homens e mulheres que em Jesus nascem de novo, para uma nova vida que integra o trabalho, as relações sociais e de trabalho, a produção agrícola, a dignidade humana, a justiça e a equidade. Ainda há muito para fazer, mas preparamo-nos para o além intervindo segundo os valores éticos bíblicos adorando e louvando a Deus no cuidado para com o próximo. Leiamos os evangelhos, os Atos do Espírito Santo, e as cartas escritas bem como o livro da revelação do processo que culmina com novos céus e nova terra.
Terminamos com as palavras que o apóstolo Paulo aprendeu e registou do Espírito Santo: “Com efeito, considero que aquilo que somos chamados a sofrer agora nada é comparado com a glória que ele nos dará mais tarde. Porque toda a criação espera com ardente esperança esse dia futuro em que Deus dará a conhecer os seus filhos. Nesse dia, tudo aquilo a que o mundo ficou sujeito por causa do pecado desaparecerá. E todo o mundo à nossa volta participará da gloriosa liberdade que os filhos de Deus hão de desfrutar em relação ao pecado.
Porque sabemos que a própria natureza espera até agora esse tão grande acontecimento, como se estivesse com dores de parto. E até nós, os cristãos, ainda que tenhamos em nós o Espírito Santo como um antegozo dessa glória futura, também como que gememos para ser libertados da dor e do sofrimento. Nós também esperamos ansiosamente por esse dia em que Deus nos concederá, enfim, todos os direitos como seus filhos, incluindo novos corpos. Nós somos salvos em esperança. Quando se está a ver aquilo que se espera isso não é esperança, pois que esperança existe em estar já a ver aquilo que se espera? Mas quando esperamos o que ainda não vemos, esperamo-lo com paciência.
Semelhantemente, o Espírito nos ajuda na nossa fraqueza. Porque não sabemos o que devemos pedir, nem como pedir, mas o Espírito pede por nós, com gemidos tais que não há palavras que os possam exprimir. E o Pai, que conhece todos os corações, sabe na verdade o que o Espírito pretende ao interceder em nosso favor, em harmonia com a vontade de Deus.” (Romanos 8:18-27 – O Livro).
Samuel R. Pinheiro

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O QUE É A VERDADE?

O QUE É A VERDADE?

2018julho21 Casamento AnaSamuel R. Pinheiro

Aí está uma pergunta inteligente, pertinente e dirigida à pessoa certa! Infelizmente quem protagonizou esta iniciativa não esperou pela resposta que poderia mudar por completo a sua vida, embora exigisse simultaneamente uma mudança radical de rumo!
A pergunta foi formulada por Pilatos e dirigida à pessoa de Jesus a terminar uma interpelação sobre se Jesus era o rei dos judeus. A conversa é muito interessante porque Jesus usa as perguntas como resposta a Pilatos às suas próprias interrogações:
“Pilatos voltou para dentro do palácio e mandou que lhe levassem jesus. ‘És o rei dos judeus?’, perguntou-lhe.
Jesus replicou: ‘Perguntas isso de ti mesmo ou são outros que o querem saber?’
´Sou porventura judeu?’, replicou Pilatos. O teu povo e os principais sacerdotes é que te trouxeram aqui. Que fizeste?’
Então Jesus respondeu: ‘Não sou um rei terreno. Se o fosse, os meus discípulos teriam lutado, quando os judeus me prenderam. Mas o meu reino não é deste mundo.’
‘Então és rei?’, perguntou Pilatos.
Jesus respondeu: ‘Tens razão em dizer que sou rei. De facto, foi para isso que nasci. E vim para trazer a verdade ao mundo. Todos os que amam a verdade escutam a minha voz.’
‘O que é a verdade?’, perguntou Pilatos. Tornando a sair ao povo, anunciou: ‘Ele não é culpado de crime algum. Todavia, é vosso costume pedir-me que solte alguém da prisão todos os anos pela Páscoa.’ E perguntou: ‘Então, não querem que vos solte o rei dos judeus?’
Mas eles, em alta gritaria, responderam: ‘Não! Não soltes este, mas sim Barrabás!’ Barrabás era um salteador.” (João 18:33-40- OL).

Diante de Pilatos estava o único que lhe podia dar a resposta para a pergunta que bailava na sua mente e coração, e para a qual nunca tinha obtido uma resposta satisfatória. Jesus foi bem claro e objetivo: “(…) vim para trazer a verdade ao mundo. Todos os que amam a verdade escutam a minha voz.” Como Mestre dos mestres, como alguém que conhece o mais íntimo dos corações de todos os homens e mulheres, Jesus desvenda a razão pela qual as pessoas ouvem a Sua voz: “Todos os que amam a verdade escutam a minha voz.”
Amar a verdade significa desejá-la acima de tudo e de todos, e mantê-la independentemente das reações que se possam levantar contra ela, o que estava precisamente a acontecer com os religiosos em relação a Jesus. Os religiosos e a multidão estavam declaradamente contra a verdade, e o governador romano estava mais preocupado com a sua popularidade, com a acusação que podiam levantar sobre ele perante o imperador. Jesus declarara-se rei e isso era intolerável por parte de um cidadão sob o domínio de Roma. Mas Jesus não é um rei terreno, não é um rei deste mundo nem à semelhança das autoridades deste mundo.
Numa outra ocasião narrada por este mesmo evangelho Jesus disse para os Seus discípulos: “Sou eu o caminho. Sim, e a verdade e a vida. Ninguém pode chegar ao Pai sem ser através de mim.” (João 14:6 – OL). Numa outra oportunidade para os que entre a multidão criam Nele: “Serão verdadeiramente meus discípulos se viverem obedecendo aos meus ensinos. E conhecerão a verdade e a verdade vos tornará livres.” (João 8:31,32 – OL).
Ainda hoje é assim. A verdade em termos espirituais não é um postulado filosófico ou um enunciado religioso. A verdade é a Pessoa que criou os céus e a terra, que participou com o Pai e o Espírito Santo na criação do homem e da mulher, e que tomou a forma humana para nos dar a conhecer Deus e o Seu amor, o nosso estado deplorável porque fomos criados para refletir a glória do Senhor dos céus e da terra e fomos dela destituídos, e pela Sua morte nos trazer de volta à harmonia com o Deus trino. Você ama a verdade? Escute a voz de Jesus!

Samuel R. Pinheiro

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Ele será chamado pelo nome de EMANUEL

Ele será chamado pelo nome de EMANUEL

2018julho21 Casamento Ana

 

Samuel R. Pinheiro

É assim que no primeiro evangelho assinado por Mateus, logo na sua introdução, este nome é atribuído ao Filho de Deus, que nasceria pela ação do Espírito Santo no ventre da virgem Maria. Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: A virgem ficará grávida e dará à luz um filho que se há-de chamar Emanuel. Emanuel quer dizer: Deus está connosco.” (Mateus 1:22,23 – BPT)
Toda a Bíblia mostra que Deus nunca virou as costas ao homem e à mulher, criados à Sua imagem e semelhança. O homem preferiu fazer o contrário do que Deus lhe tinha dito para fazer, ao comer da árvore da ciência do bem e do mal. Nada diferente do que todos nós continuamos a fazer. A partir da primeira desobediência no jardim do Éden o comportamento do homem e da mulher, precipitou-se afastando-se cada vez mais da vontade divina. O problema do homem não consiste em não saber como deve viver. Tem uma consciência que lhe serve de bússola, tem os dez mandamentos e a revelação bíblica das consequências tipificadas na vida de homens e de mulheres em vários momentos e contextos.
A questão é mais profunda. Está dentro da sua natureza espiritual, no que o homem é. E isso não se muda pela parte de fora. Não basta a educação e a instrução, a doutrinação ou os constrangimentos socioculturais.
No plano divino a solução passava pela presença de Deus entre os homens, pelo Emanuel – Deus connosco! Jesus apareceu entre nós. Nasceu como todos os homens. Comeu à nossa mesa. Multiplicou e partiu o nosso pão. Bebeu do nosso vinho. Sentou-se à mesa com religiosos e pecadores. E, finalmente, usou o pão e o vinho como símbolos do Seu corpo e do Seu sangue, na Sua morte. Sim, experimentou a nossa morte. Não tinha de morrer, como não tinha de nascer como homem. Não tinha de ser rejeitado e ofendido. Não tinha que usar uma coroa de espinhos. Não tinha que ser julgado por um tribunal injusto. Não tinha que enfrentar políticos corruptos. Não tinha que responder às insinuações preconceituosas e hipócritas dos aparentemente poderosos. Não tinha que chorar as nossas lágrimas. Não tinha que ser acusado de fazer o que fazia pelo poder dos demónios. Não tinha que ser pendurado numa cruz. Não tinha que ser depositado num túmulo.
Mas veio. Não se poupou a nada. Sofreu tudo o que de pior poderia ter experimentado, às mãos das Suas criaturas. Com uma só palavra, um só gesto, um só pestanejar poderia reduzir a pós os Seus detratores. Mas como o profeta Isaías escreveu cerca de séculos antes da crucificação de Jesus: “O seu aspecto não tinha qualquer atractivo. Era desprezado e abandonado pelos homens, como alguém está cheio de dores e habituado ao sofrimento, e para o qual se evita olhar. Era desprezado e tratado sem nenhuma consideração. Na verdade ele suportava os nossos sofrimentos e carregava as dores, que nos eram devidas. Mas ele foi trespassado por causa das nossas faltas, aniquilado por causa das nossas culpas. O castigo que nos devia redimir caiu sobre ele; ele recebeu os golpes e nós fomos poupados. Todos nós vagueávamos como rebanho perdido, cada qual seguindo o seu caminho; mas o SENHOR carregou sobre ele as consequências de todas as nossas faltas. Foi vexado e humilhado, mas a sua boca não se abriu para protestar; como um cordeiro que é levado ao matadouro ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador, a sua boca não se abriu para protestar. Levaram-nos à força e sem resistência nem defesa; quem é que se preocupou com a sua sorte?”. (Isaías 53:3-8 – BPT).
Toda a crueldade, toda a injustiça, toda a maldade da raça humana está espelhada no modo como nós tratámos e nós ainda hoje tratamos a pessoa de Deus entre nós – Jesus Cristo, o Filho de Deus. De igual formam, do modo como O tratamos depende a nossa vida aqui e na eternidade. Se O aceitarmos e nos comprometermos com Ele temos a vida eterna. É aqui precisamente que o NATAL acontece. Jesus veio para mudar-nos por dentro, e levar-nos a uma nova vida. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Essa imagem e semelhança estão espelhadas de forma única em Jesus Cristo. É Nele e por Ele que essa imagem e semelhança são restauradas. Nascemos para sermos filhos de Deus e termos em Deus o nosso Pai.

Samuel R. Pinheiro

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É CASTIGO DE DEUS

É CASTIGO DE DEUS
2018julho21 Casamento Ana
RTP1 – reportagem de um canal suíço em Bérgamo, Itália (2020março30 – Jornal da tarde)
Declaração na ponta da língua de uma cidadã de Bérgamo para um canal de televisão suíço. Quem sabe? O Deus que vejo em Jesus não anda por aí a distribuir pandemias.
A minha análise destas catástrofes bem como de outras situações em que a manifestação do mal e do sofrimento estão presentes balizam-se pela cosmovisão cristã que entre vários autores cristãos são expressos nos seguintes termos:
- NEM SEMPRE FOI ASSIM.
- NÃO SERÁ ASSIM PARA SEMPRE.
- VIVEMOS ENTRE O JÁ E O AINDA NÃO.
- EM JESUS AGORA TEMOS REDENÇÃO E A CERTEZA DE QUE ESTARÁ CONNOSCO PARA LIVRAR-NOS DA ADVERSIDADE OU FICAR AO NOSSO LADO NA ADVERSIDADE.
Mas existem textos explícitos na bíblica em que o próprio Deus diz que enviou calamidades. Tudo o que acontece, acontece com a permissão divina. O propósito será sempre a oportunidade para mudarmos de rumo, para nos arrependermos e nos convertermos dos nossos maus caminhos. A escolha é do homem e da mulher. A escolha é nossa. Temos livre-arbítrio e temos uma razão, uma consciência e uma vontade. Temos igualmente ao nosso dispor, hoje mais do que nunca, a revelação divina que nos alerta e nos indica. Temos nessa revelação a pessoa de Jesus Cristo que invadiu a nossa História e nos mostrou Deus em carne e osso, de modo visível. O invisível tornou-se visível. O transcendente tornou imanente. Temos, acima de tudo, Deus que realiza o plano de Salvação por Ele traçado e em que Ele é o Redentor, o que morre e dá a Sua vida. No entanto as Escrituras não escondem o papel da multidão, do sinédrio, das autoridades romanas, e de toda a humanidade em todos os tempos e eras.
A minha perspetiva pessoal é que Deus nunca se exime ao Seu papel no planeta Terra. Deus é Deus. Nada nem ninguém O suplanta. Deus deu à humanidade livre-arbítrio. Podemos ler as narrativas como ação divina, e como intervenção dos agentes naturais e da humanidade. Quando Deus diz que é Ele, é porque é Ele. Mas no meu entender, não significa que aí não esteja implicada a responsabilidade humana e dos agentes naturais.
O que se pode dizer acerca do COVID19? Não temos autoridade para dizer que é castigo de Deus. É resultado de um mundo que sofre as consequências de uma humanidade em rota de colisão com a natureza divina, e o que acontece de mau é sempre uma oportunidade para o volte face humano, para nos convertermos, para mudarmos de rumo, para sermos solidários. Nunca por nunca ser nos tornarmos sobranceiros aos outros, nem sequer orgulhosos da nossa espiritualidade. Não há nenhuma razão para isso. Antes bem pelo contrário. Fomos salvos como toda a gente necessita ser salva. Vamos orar e agir. E neste caso particular o ficar em casinha já é uma contribuição decisiva. Depois temos a oração em favor de todos os homens e de todos os líderes das nações, pelos profissionais de saúde, segurança pública, a assistência social, as equipas de rua, os que asseguram serviços essenciais e todos os que trabalham em casa e fora dela. A todos, o nosso reconhecimento, principalmente a quem tem de assumir decisões difíceis para minimizar ao máximo as consequências da pandemia, e poupar o maior número possível de vidas.
Vivamos aqui e agora na certeza de em Jesus termos a vida eterna. Confessemos os nossos pecados, abandonando-os e passando a viver uma nova vida.
Samuel R. Pinheiro

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